Solstício de inverno
É um fenômeno da astronomia que marca o início do inverno. Esta palavra tem a sua origem no latim: solstitius que significa "ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar". Consiste em sol + sistere que significa "parado".
No solstício de Inverno ocorre o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa do ano, em termos de iluminação por parte do Sol. Em países do hemisfério sul, como é o caso do Brasil, o solstício de Inverno acontece normalmente no dia 21 de Junho. O seu significado diz que a luz do sol não incide com tanto fulgor no hemisfério em questão.
Festas de solstício
No hemisfério norte, na época em que o cristianismo se consolidava, o solstício de inverno ocorria em 25 de dezembro e o solstício de verão acontecia em 24 de junho. O dia 25 de dezembro, contradizendo o pleno frio e o fato de que se vive a noite mais longa do ano, marca o renascimento: a partir daquela data, o Sol amplia seu percurso diário, vencendo as trevas. O dia 24 de junho, que era o dia mais longo do ano, expressa o auge do convívio, da fertilidade e da alegria; é o momento de se alimentar com guloseimas e de se purificar saltando sobre uma fogueira. Com isso criou-se as festas juninas.
Estas festas mostram o quanto o cristianismo se apropriou das ideologias importantes do paganismo. Primeiro porque, no decorrer da Idade Média, facilitou a catequese dos pagãos e depois porque esvaziou ideologicamente suas comemorações como a de São João, coroando as festas juninas, em 24 de junho.
Mas não há como negar que a força dos rituais de alimentação, o arrasta-pé sensual, o "quentão", a vontade de adivinhar quem vai casar e o calor da fogueira indicam que, na batalha ideológica das festas de junho, a vitória é do sensualismo pagão. Santo Antonio tornou-se o legitimador de conjunções carnais; as procissões foram substituídas por quadrilhas; a roupa de caipira substituiu o traje litúrgico; heróis ibéricos, cavalhadas e os rojões que simbolizam as armas dos cavaleiros medievais ocupam os lugares que eram dos santos, dos martírios e da cruz.
No confronto do solstício do meio do ano, a Igreja perdeu para o paganismo. As festas juninas são rituais pagãos.
Sincretismo religioso - Catlicismo e Umbanda
A tradição da festa de São João, homenageado como Xangô na Umbanda, em algumas Casas. No sincretismo associou-se a Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo foi com são João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e trazendo tudo o que é de bom, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Pensando em Xangô, ele é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante à Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa.
A história que originou tudo isso foi que Santa Isabel e Nossa Senhora eram muito amigas e costumavam visitar-se. Em uma tarde, Isabel foi à casa de Maria (Nossa Senhora) para contar-lhe que teria um filho dentro de algum tempo e o chamaria João. Este bebê se tornaria João Batista. Maria, então, perguntou como faria para saber do nascimento do garoto e Isabel respondeu que acenderia uma fogueira bem grande, também ergueria um mastro, com uma boneca sobre ele. No dia 24 de junho com o nascimento de João começou a ser festejado "São João" com mastro, fogueira e outras coisas belas que representam as chamas vermelhas como foguetes, balões etc.
Assim, comemoramos em junho as festas juninas, a sabedoria de São João e a justiça de Xangô.
Boa leitura!
Boas festas!
Paz e luz!!!



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